sábado, 18 de julho de 2009

maluma e takete





O professor de linguística apresentou dois desenhos: um se chamava maluma, o outro takete. Pediu para que apontássemos qual desenho era o maluma, qual o takete. Sem pestanejar, repondemos que o sinuoso, com o formato de uma ameba, certamente seria o maluma. Já o com traços rudes, bruscos, seria o takete.

Satisfeito, ele disse que havia sido feita esta mesma pergunta a diversas pessoas falantes das mais variadas línguas e dialetos e todas haviam respondido da mesma forma.

Comecei a associar as línguas que já escutara, umas tão melodiosas e suaves, outras com os tons mais ríspidos. Todavia, segundo essa pesquisa linguística, até os falantes dessas línguas mais ásperas aos nossos ouvidos souberam distinguir o som mais agradável e apontar para o desenho que entenderam expressar essa harmonia.

O som da letra "l" e da "m" são brandos, macios, amenos e aprazíveis aos sentidos. Diferentemente do "t" e do "k" do exemplo dado pelo linguista - ao qual eu sem dúvida acrescentaria o "r" e o "z" - que nos soam um tanto quanto inarmônicos.

E lembrei-me de uma preocupação esquisitíssima que tive uma vez, quando estava conversando com um brasileiro, mas próxima a pessoas de diversas nacionalidades, em escolher as palavras que eu entendia como as mais suaves para que elas tivessem uma boa impressão do sonoridade do português. Não ousaria, por exemplo, pronunciar perto delas o termo carrapato e similares... (cada preocupação que já tive...)

Mas para o meu alívio, já ouvi de alguns estrangeiros que o português é uma língua suave e elegante.

Maluma, talvez?

Um comentário:

Jéssica Pereira disse...

Estudei sobre isso com o Lorenzo (lecionador da Oficina da Palavra) achei ótimo