segunda-feira, 31 de agosto de 2009

viagens...



Eu nunca sei, quando viajo, se é mais gostoso partir ou chegar.

Quando eu vou, carrego comigo tantos planos, tantas expectativas...

Quando volto, trago uma saudade do que deixei aqui...

Parece que só é bom ir, porque temos para onde voltar.

E por falar nisso, estou indo outra vez. Com tantos planos, tantas expectativas... rs

sábado, 22 de agosto de 2009

inverno




A primeira vez que vi os quadros da série "as estações do ano" de Arcimboldo, surpreendi-me com a feiura do Inverno em contraste com a beleza da Primavera, Verão e Outono. Pode ser que, pelo fato de viver em um país cujo clima seja temperado, eu tenha achado injusto de sua parte retratar de forma tão horrenda uma estação do ano que me era agradável e que considerava tão romântica. Tivesse eu padecido com os rigores do inverno europeu, ou ainda, tivesse sido sua contemporânea nos idos do século XVI, época na qual o inverno era muito mais difícil de ser suportado do que o dos dias atuais com seus sistemas de calefação - nada havia além do parco calor do fogo para amainar os efeitos das temperaturas inferiores a zero - não o teria considerado tão insensível assim.
Bem, a questão é que, depois de eu ter pego três gripes neste inverno, sendo que na última delas, temi pela minha vida, comecei a achar que talvez Arcimboldo tivesse razão...

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

olhos de ressaca


Nem sei porque estou me lembrando deste caso, mas o fato é que recentemente fui parar num curso chamado Técnicas de Apresentação. Eu nem cogitava qual poderia ser o conteúdo de um curso com este nome. Mas já que tinha que ir, fui. Esses cursos geralmente começam da mesmo forma: com o instrutor fazendo todos se apresentarem. E todo mundo, meio sem graça, começa a dar algumas informações - geralmente insuficientes - sobre si mesmo. (Afinal, como nos resumir em meia dúzia de frases?) Após este início habitualmente constrangedor e a explanação da instrutora sobre as técnicas que fazem uma apresentação se tornar mais interessante (ora! era isso então?), veio a bomba: teríamos somente a noite para prepararmos uma apresentação sobre um assunto que não se referisse a trabalho (ah! não!???) no dia seguinte, sujeita às críticas de todos nós. Voltei para casa com milhares de assuntos pululando na minha mente, mas nenhuma certeza sobre qual deles seria o mais interessante para os meus colegas. Acabei concluindo que, se não acharmos interessante aquilo que sobre o qual estamos falando, como fazer com que as outras pessoas se interessem também? E foi aí que eu me lembrei de toda a minha admiração pela obra de Machado de Assis; escolhi trechos que mais me marcaram em alguns livros, coloquei-os às pressas num power-point e fui dormir tranquila.
Foi muito compensador quando terminei a apresentação no dia seguinte. Os quarenta minutos passaram tão rápido para mim, quanto para os demais presentes. A instrutora disse que todos tinham ficado com cara de "quero mais".
O mérito, obviamente, era do Machado...

domingo, 16 de agosto de 2009

celulite???!!!!!



Espaço: Adjacências do trabalho.

Tempo: Retorno do almoço.

Situação: Mendigo que, ao ver três "moçoilas" (daquelas nas quais o termo "balzaquiana" já começa a deixar saudades...), diz:

- Que celulite, hein!

Uma delas:

- Celuliite!!!!!!!!????? Como assim, eu estou de calça!

A segunda:

- Eu também. Que bobo! Celulite!!???

A terceira:

- Eu acho que ele nem sabe o que é celulite.

Todas enfurecidas.

A primeira de novo:

- Não que eu não a tenha. Mas reitero: eu estou de calça. Não dá para enxergá-la.

A segunda de novo:

- Eu também tenho, mas continuo achando que ele não sabe o que é celulite.

A terceira arremata:

- É. Ele deve ter confundido a palavra celulite com silicone.

Desfecho:

As três seguem o caminho um tanto mais resignadas com tão inadequado comentário.