
Nem sei porque estou me lembrando deste caso, mas o fato é que recentemente fui parar num curso chamado Técnicas de Apresentação. Eu nem cogitava qual poderia ser o conteúdo de um curso com este nome. Mas já que tinha que ir, fui. Esses cursos geralmente começam da mesmo forma: com o instrutor fazendo todos se apresentarem. E todo mundo, meio sem graça, começa a dar algumas informações - geralmente insuficientes - sobre si mesmo. (Afinal, como nos resumir em meia dúzia de frases?) Após este início habitualmente constrangedor e a explanação da instrutora sobre as técnicas que fazem uma apresentação se tornar mais interessante (ora! era isso então?), veio a bomba: teríamos somente a noite para prepararmos uma apresentação sobre um assunto que não se referisse a trabalho (ah! não!???) no dia seguinte, sujeita às críticas de todos nós. Voltei para casa com milhares de assuntos pululando na minha mente, mas nenhuma certeza sobre qual deles seria o mais interessante para os meus colegas. Acabei concluindo que, se não acharmos interessante aquilo que sobre o qual estamos falando, como fazer com que as outras pessoas se interessem também? E foi aí que eu me lembrei de toda a minha admiração pela obra de Machado de Assis; escolhi trechos que mais me marcaram em alguns livros, coloquei-os às pressas num power-point e fui dormir tranquila.
Foi muito compensador quando terminei a apresentação no dia seguinte. Os quarenta minutos passaram tão rápido para mim, quanto para os demais presentes. A instrutora disse que todos tinham ficado com cara de "quero mais".
O mérito, obviamente, era do Machado...
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