Tento escolher um banco para me sentar. O que tinha visto antes estava ocupado por um casal de namorados no auge da paixão...
- Melhor procurar outro lugar - pensei.
Acabo encontrando um banco numa pracinha com vista para uma pontinha do Pathernon. Só que - já tinha alguém sentado nele também... Mas o cansaço me faz capitular. Antes, reparo se a pessoa poderia ser inconveniente. Era um rapaz mal-vestido de cabelos compridos, estilo "riponga" e olhar para o infinito.
- Deve ser "da paz", concluí. E me sentei.
O rapaz continuou a olhar para o infinito durante a meia hora em que ali fiquei.
Repostas as minhas energias, fui passear mais um pouco: vi um grupo de dançarinos típicos, a animação nos restaurantes. Umas duas horas mais tarde, quando passei pela rua em que havia sentado para descansar, vi que o moço ainda estava lá. Na mesma posição. Com o mesmo olhar fixo.
Aquele cena cortou-me o coração.
Não fiquei com pena por causa de seu estado. Fiquei com pena porque ele estava naquele estado e só.
Um comentário:
Oi!
bem sutil o seu texto e obrigado por compartilhar tão bem a experiência de andar por essas ruas...
E é bem triste ver uma solidão assim, extrema.
Belo blog!
Bjão
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